terça-feira, 19 de maio de 2009

Construção de um mundo melhor


Boa tarde pessoal,
engraçado, pensei que nunca mais postaria em um blog, pensei ser algo adolescente, de momento e que com a idade passaria. Mas tenho sentido necessidade de escrever e falar sobre muitos assuntos, criticar, sugestionar, opinar, elogiar.
Bem ,vou começar me apresentando. Meu nome é Marina Serralha, tenho 25 anos, sou cantora, vestibulanda de Nutrição, noiva do "Neguim" (melhor coisa que me aconteceu na vida) e trabalho numa escola de psicanálise. Não tenho uma vida cheia de regalias, muito menos de aventuras, mas com certeza tenho muita experiência e amor pela vida, algo que me leva a questionar o que acontece em nosso mundo hoje.
Por esse motivo começarei esse blog com a letra de uma música de Chico Buarque, que reflete bem o que nosso país vive atualmente, a corrupção desmedida, a falta de solidariedade, o egoísmo não só de autoridades públicas, mas do povo também, o desrespeito com a natureza, a falta de atenção ao próximo, entre outros...
Segue logo abaixo letra de Construção- Chico Buarque de Holanda.
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague
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Cabe a todos nós a busca e o agir pelo melhor, as respostas e soluções para nossos grandes problemas, serão consequências de nossos atos, de nossa verdadeira solidariedade compaixão ao próximo.
Deus nos deu a dádiva da vida e a inteligência para usarmos para o bem e para conseguirmos sobreviver de maneira justa.
Pensem com carinho!!
Abraços!


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